Rio Verde: Remoção de Ossos em Cemitério e Prisão de Influenciador Geram Revolta
População de Rio Verde protesta contra a remoção de ossadas no Cemitério São Sebastião. Influenciador Wesley Suspencar foi detido durante a denúncia. Saiba mais.
A cidade de Rio Verde, no sudoeste de Goiás, vive dias de intensa tensão após a divulgação de vídeos que mostram a retirada de restos mortais no Cemitério Municipal São Sebastião. A situação, que já causava indignação entre moradores, ganhou repercussão estadual nesta terça-feira (26) após a detenção do influenciador digital Wesley Suspencar, conhecido por realizar cobranças à gestão pública local.
Entenda a denúncia e a revolta popular
A polêmica teve início quando imagens compartilhadas nas redes sociais mostraram ossadas sendo retiradas de túmulos e acondicionadas em sacos plásticos e contêineres. De acordo com relatos de familiares e do próprio influenciador, os procedimentos estariam ocorrendo sem o aviso prévio aos responsáveis pelos jazigos. A suspeita levantada pela população é de que a prefeitura estaria liberando espaço para a comercialização de novas sepulturas.
O sentimento de revolta tomou conta das redes sociais da Prefeitura de Rio Verde, com centenas de comentários exigindo explicações sobre o destino dos entes queridos ali sepultados. Muitos moradores alegam que mantêm as taxas de manutenção em dia e, ainda assim, temem pela integridade dos túmulos de suas famílias.
Prisão de influenciador e advogado
Durante uma live realizada no local para fiscalizar a ação, Wesley Suspencar foi abordado pela Polícia Militar. Segundo a corporação, o influenciador teria apresentado comportamento agressivo e ofendido servidores públicos, o que resultou em sua prisão por desacato e atentado contra o funcionamento de serviços de utilidade pública. Um advogado que acompanhava Wesley também foi detido na porta da delegacia enquanto registrava a chegada do cliente.
A defesa do influenciador classifica a ação policial como arbitrária e afirma que Wesley estava apenas exercendo seu papel de fiscalização cidadã. O caso segue sob análise das autoridades competentes e gera debate sobre os limites da abordagem policial em situações de denúncia pública.
O posicionamento da Prefeitura de Rio Verde
Em nota oficial, a Secretaria de Ação Urbana e Serviços Públicos de Rio Verde esclareceu que o remanejamento das ossadas segue rigorosamente a Lei Municipal nº 7.334/2023. A legislação autoriza a criação de um ossário municipal para abrigar restos mortais de sepulturas consideradas abandonadas, não identificadas ou sem manutenção há mais de cinco anos.
A gestão municipal ressaltou ainda que publicou o Edital nº 001/2025, convocando os familiares para a regularização dos jazigos em um prazo de 90 dias. A prefeitura afirma que apenas as sepulturas que não tiveram manifestação dos responsáveis após este período foram incluídas no processo de remoção, garantindo que todo o procedimento é feito com identificação e respeito.
- Procedimento: Realocação de ossos para ossário municipal.
- Base Legal: Lei Municipal 7.334/2023 e Edital 001/2025.
- Motivação: Falta de manutenção e abandono de jazigos.
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